• Natascha Duarte

Eu quero uma casa onde eu possa ter árvores


Eu quero uma casa porque nela eu posso ter uma árvore. Casa sem árvore não é casa de verdade e eu não estou me sentindo inteira sem uma árvore. Na casa que quero vai ter horta e plantas ancestrais como as que eu via na casa da minha avó. Com árvores, horta e flores antigas vou me sentir realizada como uma criança jogando bola e farei felizes meus filhos e marido. E ainda verei o céu azul. Céu de verdade não é pálido, é aberto e barulhento. Só que o barulho vem dos pássaros. A casa que queremos será no interior porque as pessoas são elas mesmas no interior. Não que não sejamos na cidade mas é que eu estou meio robô ultimamente. Você não? A casa vai ser amarela e eu vou desligar o celular, vou ler mais para os meninos que talvez desliguem mais cedo a TV. Na cidade pequena vou andar de bicicleta e imaginar demoradamente as coisas, os afazeres, o trabalho e a família, razão de tudo. Onde quer que eu vá serei pluma. E serei também raiz fincada ora aqui ora ali. Sem problemas. Desejo que sejamos sonho. Lembrando o poeta, o que importa é a travessia e eu adoro atravessar.

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